O antigo senador democrata de Nova Jérsia, Bob Menendez, foi condenado, esta quarta-feira, a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção e suborno depois de ter aceitado dinheiro, um Mercedes Benz e barras de ouro em troca de ajuda a três empresários e ao governo egípcio.
Esta sentença marca a queda do homem que começou na política em Union City e se tornou um dos senadores mais poderosos dos Estados Unidos. Agora é o primeiro senador do país acusado e condenado por atuar como agente de um governo estrangeiro.
“O público não pode ser levado a acreditar que se pode sair impune de subornos, fraudes e traições. Não sei o que o levou a isso – a ganância foi, certamente, uma parte do processo. Mas não pode ser só isso, não acho que isso explique tudo. A arrogância também fez parte. Terão de tentar descobrir isso sozinhos ao longo do tempo”, afirmou o juiz Sidney Stein, citado pela CNN internacional.
A falar no tribunal, Menendez chegou a estar de lágrimas nos olhos.
“Têm perante vós um homem castigado. Além da família, perdi tudo o que me interessava. Para alguém que passou toda a sua vida no serviço público, cada dia em que estou acordado é um castigo”, confessou Bob Menendez.
Já fora do tribunal, Menendez protestou contra os procuradores envolvidos no caso e embora não tenha feito, publicamente, um pedido de perdão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o antigo senador apelou à Casa Branca.
“Este processo é político e está corrompido até ao âmago. Espero que o presidente Trump limpe a fossa e restaure a integridade do sistema”, disse Bob Menendez.
O advogado de Menendez, Adam Fee, argumentou que o ex-senador merecia algum crédito pelas décadas na função pública.
“Durante quase 50 anos foi um servidor incansável da sua comunidade, do seu Estado e do seu país. Apesar das suas décadas de serviço público, é mais conhecido como ‘Bob Barra de Ouro'”, acrescentou Adam Fee.
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