Filas “assustadoras” em Lisboa? Governo avança com medidas de emergência

A situação dos tempos de espera no Aeroporto de Lisboa agravou-se nos últimos dias, os avisos foram vários e o Governo avançou com medidas de emergência para tentar gerir a situação. Uma delas foi a constituição de uma ‘task force’ para coordenar a resposta ao problema. 

 

Esta equipa junta representantes de diferentes pastas ministeriais e entidades, sendo que estão representados os ministérios da Administração Interna, Presidência ou Infraestruturas e entidades como a ANA, o Sistema de Segurança Interna, a PSP ou a Autoridade Nacional de Aviação Civil, de acordo com o Eco, que avançou com a notícia. 

“As entidades diretamente envolvidas no processo de controlo das fronteiras aeroportuárias estão trabalhar em conjunto para mitigar os constrangimentos que se têm verificado, em particular nos aeroportos de Lisboa e de Faro”, disse o Ministério da Administração Interna em resposta ao mesmo jornal, acrescentando: “Foi, de facto, criada uma equipa permanente de gestão de fluxos e estão a ser adotadas medidas de reforço de capacidade e recursos, bem como de gestão operacional e de sistemas, nos vários horizontes de curto, médio e longo prazo“.

“Filas assustadoras”

No final da semana passada, a Ryanair pediu ao ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, que o controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa esteja “devidamente dotado de pessoal”, de modo a evitar “filas assustadoras”, como aconteceu no verão.

A companhia aérea apelou “ao ministro Pinto Luz para garantir que o controlo de fronteira do aeroporto de Lisboa esteja devidamente dotado de pessoal, de modo a que as famílias com crianças pequenas não sejam obrigadas a enfrentar filas ‘assustadoras’ de Halloween, como aconteceu neste verão“, avançou, em comunicado. 

Na mesma nota, a Ryanair sublinhou que Lisboa foi o pior aeroporto do país no que se refere aos atrasos, este verão, devido à falta de funcionários, gerando filas de até duas horas e meia.

O ‘director of Comms’ da Ryanair, Jade Kirwan, considerou, citado no comunicado, que as filas de espera foram “completamente inaceitáveis”, provocando incómodo aos passageiros, para além de prejudicarem a reputação do país.

Turismo: CTP está “muito preocupada”

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) também já se manifestou “muito preocupada” com os problemas de atrasos e longas filas de espera no aeroporto de Lisboa e quer esclarecimentos da ministra da Administração Interna.

A CTP adiantou, em comunicado, que está “em contacto permanente com o Governo, estando já agendada uma reunião com a ministra da Administração Interna para exigir esclarecimentos sobre o que se está a passar no aeroporto de Lisboa, devido nomeadamente às falhas do novo sistema europeu de controlo automatizado de fronteiras“.

A confederação que representa as empresas do setor do turismo reiterou que estes problemas “constantes” no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que se vão repetindo desde maio, “colocam em causa a imagem do turismo nacional em particular e do país em geral“.

A CTP salientou que a sua preocupação se tem “adensado nos últimos dias, tendo em conta os problemas vividos no aeroporto de Lisboa e de Faro, com longas filas e tempos de espera”.

“Colapso” do aeroporto de Lisboa?

Por sua vez, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) alertou o Governo para o possível “colapso” do aeroporto de Lisboa, devido ao impacto da entrada em funcionamento do novo Sistema Europeu de Controlo de Entradas e Saídas (EES).

Numa carta ao primeiro-ministro e aos ministros da Economia e da Coesão Territorial, das Infraestruturas e Habitação e da Administração Interna, intitulada “Portugal não pode ser refém da sua fronteira”, a direção da AHP expressa “a sua profunda preocupação com a situação que se vive no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa (e, em menor escala, também em Faro) desde a entrada em vigor do novo Sistema Europeu de Controlo de Entradas e Saídas (EES)“.

Em declarações à Lusa, Bernardo Trindade presidente da AHP lamenta a situação da principal infraestrutura aeroportuária nacional. 

“A situação de hoje no aeroporto de Lisboa está longe de ser satisfatória e onde o Estado português, que não é o Estado deste Governo ou não é o Estado do Governo anterior, é o Estado que, globalmente, tem falhado e falha diariamente”, no “controle de fronteiras atempado, gerando filas indeterminadas, falha na segurança, falha na sua condição até de concedente ao abrigo de um contrato de concessão e, sobretudo, falha a tratar da imagem de Portugal”, indica.

Leia Também: Novo sistema? AHP alerta para possível “colapso” do aeroporto de Lisboa

Fonte: www.noticiasaominuto.com

Scroll to Top