Filho de 14 anos suspeito de matar vereadora internado em regime fechado

O adolescente de 14 anos suspeito de matar a mãe, vereadora em Vagos, no distrito de Aveiro, ficou sujeito à medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado, por três meses, informou hoje fonte judicial.

 

A medida cautelar foi determinada após o primeiro interrogatório, que decorreu esta quarta-feira no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito do Processo Tutelar Educativo instaurado ao menor pela prática de fatos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado, ocorrido na terça-feira.

Em declarações à Lusa, a advogada Carla Delgado, que representa o menor, disse que “esta medida será revista ao fim de dois meses e poderá ter a duração máxima de seis meses”. A advogada acrescentou que o menor vai ser sujeito a perícias médico-legais.

Num comunicado divulgado hoje, a Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro anunciou que identificou o menor, por fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado, que vitimou a sua mãe, Susana Gravato.

“A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa” na localidade de Gafanha da Vagueira, refere um comunicado da PJ, adiantando que já recuperou a arma de fogo utilizada, que pertence ao pai do menor.

A vereadora do executivo cessante da Câmara Municipal de Vagos, no distrito de Aveiro, morreu na terça-feira, aos 49 anos de idade.

Filho de 14 anos é suspeito da morte de vereadora de Vagos

Filho de 14 anos é suspeito da morte de vereadora de Vagos

Susana Gravato morreu na terça-feira à tarde depois de ter sido atacada em casa. Polícia Judiciária (PJ) revela que a vereadora da Câmara Municipal de Vagos foi morta com uma arma de fogo, que pertencia ao marido. O principal suspeito do crime é o filho, de 14 anos.

Andrea Pinto | 10:06 – 22/10/2025

Ainda na terça-feira, o presidente da Câmara cessante, João Paulo Sousa, afirmou que o município estava “em choque” e consternado, não conhecendo, na altura, as circunstâncias da morte da vereadora.

O telefone, a manta e as câmaras: Os detalhes

O marido da vítima e os Bombeiros de Vagos, que foram até ao local, procederam a “manobras de reanimação”, mas à chegada da viatura médica à casa da vítima foi declarado o óbito, disse, na terça-feira, o comandante daquela corporação.

Segundo avançou o Jornal de Notícias, Susana Gravato estava ao telefone com uma amiga quando deu um grito e deixou de responder. A amiga tentou voltar a ligar à vereadora, sem que esta respondesse à sua chamada, tendo, por isso, avisado o marido do que tinha acontecido.

Quando o marido chegou a casa, encontrou Susana deitada e tapada com uma manta em paragem cardiorrespiratória, tendo sido o próprio a chamar a emergência médica.

Dados iniciais apontavam para que a vereadora pudesse ter sido vítima de um roubo, cenário esse que terá sido preparado pelo filho. Segundo a publicação, Susana Gravato teria estado a almoçar com o marido num restaurante perto de casa, antes de regressar a casa com o adolescente. As câmaras de videovigilância da residência filmaram o momento em que o menor saiu de casa, situação depois da qual as câmaras foram tapadas ou desligadas.

Já como principal suspeito do crime, soube-se que o menor terá usado uma arma de fogo que pertencia ao pai. Atingiu a mãe na cabeça.

A Câmara de Vagos decretou três dias de luto municipal em memória e reconhecimento público da vereadora.

Numa nota de pesar publicada nas redes sociais, a Câmara de Vagos, no distrito de Aveiro, manifestou a sua “profunda consternação” pela morte de Susana Gravato, vereadora do executivo cessante.

Susana Gravato “destacou-se pela dedicação ao serviço público, pela proximidade às pessoas e pelo compromisso com o desenvolvimento” do concelho, afirmou a Câmara Municipal.

“A sua partida deixa-nos mais pobres e entristece toda a comunidade vaguense”, disse.

Susana Gravato, natural de Ílhavo, vivia na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, desde os seis anos de idade.

Licenciada em direito, Susana Gravato exerceu advocacia, era militante do Partido Social Democrata desde 1994 e exercia as funções de vereadora no executivo cessante, com os pelouros de ambiente, justiça, administração geral, coesão social e saúde, entre outros.

[Notícia atualizada às 23h06]

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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