Em concreto, solicitou a suspensão imediata das ordens de tribunais que permitem às pessoas a contestação da ordem de deportação para outros países que não os da sua nacionalidade.
Um tribunal de apelo ratificou a decisão de um juiz de Boston segundo a qual os migrantes têm de ter possibilidades de contestar uma deportação para um país onde corram risco de perseguição ou tortura.
O governo argumenta que envia migrantes para terceiros países quando é incapaz de os deportar com rapidez para os países de onde são naturais, acrescentando que os países de destino garantem que não vão perseguir nem torturar os deportados.
Entre os países para onde o governo Trump tem deportado milhares de pessoas estão Sudão do Sul, Guiné Equatorial e Panamá.
Este mês, advogados de dois homens deportados para a Guiné Equatorial afirmaram que foram agredidos em um hotel transformado em centro de detenção por polícias que lhes cobriram a cabeça com sacos.
O caso foi conhecido em contexto de repressão intensa da imigração pelo governo Trump, que prometeu deportar milhões de pessoas que estão a viver nos EUA sem documentação.

AI defende extinção do ICE após violação de direitos humanos nos EUA
A Amnistia Internacional defendeu hoje a extinção do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após documentar violações generalizadas dos direitos humanos cometidas por esta e outras agências federais norte-americanas.
Lusa | 16:07 – 24/09/2026