Ao assinalar 20 anos desde que todos os chefes de Estado e de Governo adotaram por unanimidade a “Responsabilidade de Proteger” na cimeira mundial das Nações Unidas em 2005, António Guterres afirmou que essa promessa, de proteger as populações do genocídio, crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade, não foi cumprida.
“Hoje, comemora-se o 20.º aniversário da Responsabilidade de Proteger num momento de profunda turbulência global. Assistimos ao maior número de conflitos armados desde o fim da Segunda Guerra Mundial, (…) que estão a tornar-se mais prolongados, mais complexos e interligados”, observou.
Diante da Assembleia-geral da ONU, Guterres lamentou a frequência com que os alertas precoces de crimes de atrocidade não são tidos em conta, e que alegadas provas de crimes cometidos por Estados e atores não estatais sejam recebidas com negação, indiferença ou que sejam reprimidas, sem mencionar nenhum caso em particular.
“As respostas são frequentemente insuficientes, tardias, inconsistentes ou minadas pela dualidade de critérios. Os civis estão a pagar o preço mais alto”, sublinhou.
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