A mudança para o horário de inverno aconteceu no domingo e certamente já percebeu que agora ao final da tarde é necessário acender as luzes em casa mais cedo: afinal, qual é o impacto desta alteração na fatura da luz?
“A resposta depende dos hábitos de cada família: se a iluminação ficar ligada durante mais tempo, o consumo pode aumentar. Com a aproximação dos meses frios, a utilização de aquecimento elétrico pode acrescentar um peso à fatura. Para a maioria das famílias, não é o acerto dos relógios que encarece a eletricidade, mas a utilização dos equipamentos. A exceção são os tarifários tri-horários, em que a entrada no horário de inverno coloca as horas de ponta no início da noite, coincidindo com o regresso a casa”, explica a Bling Energy, uma empresa portuguesa da área da energia solar, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.
Em antecipação ao Dia Mundial da Poupança, que se assinala a 31 de outubro, a Bling explica, em quatro pontos, onde podem surgir consumos adicionais nesta altura do ano e apresenta formas de limitar o seu impacto na fatura. Fique a par:
1. Mais tempo com as luzes ligadas: o que pesa na conta?
“Com o anoitecer mais cedo, o regresso a casa pode passar a acontecer já sem luz natural, prolongando a utilização da iluminação artificial. O impacto na fatura depende da potência das lâmpadas, da quantidade de pontos de luz ligados e do tempo de utilização. Nas divisões mais frequentadas, substituir lâmpadas menos eficientes por LED pode ajudar a limitar esse consumo. Vale também a pena rever os temporizadores da iluminação exterior, ajustando-os às necessidades reais, e privilegiar a iluminação da zona que está a ser utilizada, em vez de manter toda a divisão iluminada.”
2. O aquecimento merece especial atenção
“A entrada no horário de inverno coincide também com a aproximação dos meses mais frios, em que o aquecimento ganha espaço na rotina das famílias. Nas casas que recorrem a equipamentos elétricos, essa utilização pode refletir-se num aumento da fatura. Ajustar os horários de funcionamento à presença em casa, aquecer apenas as divisões utilizadas e evitar perdas de calor por portas e janelas são formas de manter o conforto e controlar os gastos.”
3. Produzir energia em casa para reduzir a dependência da rede
“A instalação de painéis solares permite produzir parte da eletricidade consumida em casa, reduzindo a necessidade de comprar energia à rede. Ao contrário de uma ideia comum, a produção solar não se limita aos meses de verão. Embora seja mais baixa no inverno, quando os dias são mais curtos, mantém-se ao longo de todo o ano: os painéis fotovoltaicos captam a radiação solar mesmo em dias nublados, contribuindo para a poupança em qualquer estação. A Bling recomenda que a instalação seja definida a partir das características da habitação e dos hábitos de consumo da família, para adequar a produção às suas necessidades e maximizar o aproveitamento da energia gerada.”
4. Armazenar energia solar pode ser o próximo passo
“Com o anoitecer mais cedo, uma parte maior dos consumos da casa passa a acontecer depois do pôr do sol, quando os painéis já não estão a produzir. É aqui que a bateria ganha relevância: a energia solar que não é consumida durante o dia fica armazenada para ser utilizada ao final da tarde e à noite, quando se ligam as luzes, se prepara o jantar ou se utiliza o aquecimento. Desta forma, é possível aproveitar uma maior parcela da produção solar e reduzir o recurso à rede. Nos meses de menor produção, a energia disponível para armazenar é também menor. Por isso, a capacidade da bateria deve ser definida em função da produção da instalação e dos hábitos de consumo da família ao longo de todo o ano.”
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