A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou lamentar “profundamente o sucedido” e “por respeito a cada uma dessas vidas” não irá responder a questões ou divulgar “detalhes clínicos”.
“Os relatório hoje conhecidos ajudam a entender o que aconteceu com três pedidos de socorros durante os dias de greve. Em dois desses relatórios sobre um eventual atraso a IGAS afirma: ‘Não houve nexo de causalidade entre o atraso do atendimento e morte dos utentes”, começou por dizer.
E continuou: “Já no terceiro caso, de um utente de 86 anos, foi concluído que apesar de, e volto a citar, ‘reduzida probabilidade de sobrevivência devíamos ter conseguido chegar mais depressa’. Essa é a nossa obrigação, tentar tudo para salvar vidas é a missão do INEM”.
Ana Paula Martins referiu, citando novamente o relatório, que “a situação do utente estava agravada pela condição do doente que padecia de diversas comorbilidades e antecedentes de patologia cardiovascular significativa”.
“O ministério da Saúde solicitou ao inspetor-geral o relatório completo sobre este caso. É necessário dizer: o relatório não faz uma ligação direta entre esta morte e a greve”, disse.
“Houve atrasos claros no atendimento e, por isso, na prestação de socorro”, acrescentou.
[Notícia em atualização]