O primeiro-ministro, Luís Montenegro, falou, esta quinta-feira, sobre a imigrações e a regulação da mesma, à chegada a Bruxelas, na Bélgica.
“Não diria que há influência da extrema-direita. Acho que há uma preocupação de todos os Estados-membros em poder cumprir o Pacto de Asilo e Imigrações e naturalmente em poder ter procedimentos que contribuam para a regularização dos fluxos migratórios para uma verdadeira política de integração e acolhimento daqueles que procuram na Europa uma oportunidade de emprego”, afirmou, quando questionado pelos jornalistas sobre a influência da extrema-direita na agenda migratória da União Europeia.
Sublinhando que cada um dos Estados-membros tem a sua realidade, é preciso haver “solidariedade uns com os outros”.
“Portugal participará nessa discussão com vista a termos uma imigração na Europa que seja compatível com a dignificação das pessoas, aa doção da regulamentação e com o combate ao tráfico ilegal de pessoas e a fenómenos migratórios desregulados e, de certa forma, conduzindo as pessoas para situações de extrema degradação em termos da sua condição de vida”, afirmou.
Montenegro destacou, no entanto, que há algum “extremar” de posições a nível europeu, mas não só: “Sabemos que há no âmbito da discussão político-partidária a nível europeu, como também há a nível nacional, algum extremar de posições – que nós não acompanhamos. Mas, em todo o caso, teremos de saber lidar com isso”, atirou.
[Notícia em atualização]
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