Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano “celebrou a decisão do juiz francês de libertar a senhora Esfandiari sob custódia judicial”.
O Ministério afirmou ainda que “continuará os seus esforços” até que Esfandiari “possa regressar” ao Irão.
Os tribunais franceses não confirmaram de imediato a libertação.
Em 11 de setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou que um “acordo” para a troca de “prisioneiros” franceses no Irão pela iraniana detida em França se aproximava da “fase final”.
Jean-Noël Barrot, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, anunciou em 08 de outubro a libertação do jovem franco-alemão Lennart Monterlos, de 19 anos, detido no Irão desde junho.
Originário do leste de França, Lennart Monterlos foi detido em 16 de junho em Bandar-Abbas, no sul do Irão, quando atravessava o país de bicicleta sozinho, ao terceiro dia da guerra (de 12 dias) entre o Irão e Israel.
Foi detido quando se preparava para sair do país em direção ao Afeganistão. O visto iraniano estava prestes a expirar.
A libertação do jovem era esperada depois de a justiça iraniana ter anunciado a sua absolvição, alguns meses após a acusação por espionagem.
Desde a detenção, a França tinha condenado a medida, considerando-a arbitrária.
França exige ainda a libertação imediata de Cécile Kohler e Jacques Paris, ambos presos no Irão há mais de três anos.
O casal Kohler/Paris foi detido no último dia de uma viagem turística ao Irão e, desde então, foi acusado de “espionagem para a Mossad”, os serviços secretos israelitas, de “conspiração para derrubar o regime” e de “corrupção na Terra”.
O paradeiro do casal continua incerto, apesar de sinais positivos emitidos nas últimas semanas, tanto em Teerão como em Paris.
Paris considera que Cécile Kohler e Jacques Paris são “reféns de Estado” no Irão.
A França apresentou, por isso, uma queixa contra Teerão ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em maio.
Nos últimos dez anos, o Irão tem multiplicado as detenções de cidadãos ocidentais, nomeadamente franceses, acusando-os frequentemente de espionagem, com o objetivo de os usar como moeda de troca para libertar iranianos ligados ao regime detidos no estrangeiro ou obter contrapartidas políticas.
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