O exército israelita afirmou ter “detetado disparos contra os militares vindos da zona de Deir al-Balah e respondido ao fogo”, e referiu ter ordenado a evacuação da área no domingo, de acordo com uma mensagem na rede social X.
As forças israelitas alegaram ainda ter concertado com as organizações internacionais na zona a retirada segura do pessoal.
As pessoas foram detidas por “suspeitas de terrorismo” e “depois de uma investigação no terreno, foram libertadas e retiradas da área em coordenação com os organismos internacionais”, acrescentaram.
Os militares israelitas “não se vão abster de atuar em zonas de atividade terrorista que ameace a segurança de Israel”.
A OMS acusou Israel de atacar três vezes as instalações em Deir al-Balah e de prender dois funcionários.
Segundo a agência da esfera da ONU, o ataque limitou a capacidade operacional por ter atingido um armazém e um lugar onde se encontravam “pessoal [da OMS] e as suas famílias”.
“Foram expostos, crianças incluídas, a um grave perigo e traumatizados pelos bombardeamentos da aviação que provocaram um incêndio e significativos danos”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.
Ghebreyesus afirmou que “os homens e os seus familiares foram manietados, despidos e interrogados com armas apontadas”.
Israel alegou que os detidos foram tratados de acordo com o Direito Internacional e justificou mandar despi-los com a necessidade de despistar a presença de engenhos explosivos ou armas.
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