Após o Hamas ter entregado, na quinta-feira, os corpos de quatro reféns – supostamente Oded Lifshitz e três membros da família Bibas, Shiri e os dois filhos, Ariel e Kfir – Israel confirmou apenas a identidade de três dos corpos.
Foram identificados os corpos do ativista e das duas crianças, mas as autoridades israelitas revelaram que o grupo islamita não entregou o corpo da refém Shiri Bibas, mas sim o de uma mulher de Gaza.
Ainda ontem, Israel já confirmou que Oded Lifshitz morreu. A equipa que está a identificar os restos mortais dos reféns que foram entregues identificou o ativista, de 83 anos, sendo que este terá morrido há mais de um ano.
A família de Oded já reagiu, dizendo que o processo de cura só começaria quando todos os reféns estivessem de volta a Israel.

Médico diz que Oded foi morto há um ano. Famílias Bibas por identificar
Restos mortais de mãe e filhos estão por identificar ainda, mas Israel já confirmou que Oded Lifshitz morreu. A família de Oded, que incluiu a esposa – também raptada pelo Hamas e depois libertada – já reagiu, dizendo que o processo de cura apenas começará quando todos os reféns regressarem a Israel.
Notícias ao Minuto | 18:15 – 20/02/2025
Já no que à família Bibas diz respeito, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter recebido os corpos de Ariel e Kfir, de quatro e nove meses, respetivamente, mas não o da mãe.
“Após a conclusão do processo de identificação pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, em colaboração com a Polícia de Israel, os representantes das IDF informaram a família Bibas de que os seus entes queridos, Ariel e Kfir Bibas, tinham sido identificados“, lê-se em comunicado.
De acordo com as IDF, “durante o processo de identificação, verificou-se que o corpo adicional recebido não era o de Shiri Bibas, e não foi encontrada nenhuma correspondência com qualquer outro raptado“.
Segundo o exército israelita, os filhos de Shiri Bibas foram “brutalmente assassinados por terroristas em cativeiro em novembro de 2023”, um mês após terem sido raptados da sua casa em Nir Oz, no ataque de 7 de outubro.

“Corpo sem identificação”. Israel diz que Hamas não entregou Shiri Bibas
As IDF confirmaram ter recebido os corpos de Ariel e Kfir, de quatro anos e nove meses, respetivamente, mas não o da mãe.
Márcia Guímaro Rodrigues | 23:55 – 20/02/2025
Já hoje, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o grupo islamita palestiniano Hamas cometeu uma “violação cruel” do cessar-fogo, ao não devolver o corpo da refém Shiri Bibas, mas de uma mulher de Gaza.
“Agiremos com determinação para trazer Shiri para casa, bem como todos os nossos reféns – os vivos e os mortos – e asseguraremos que o Hamas pague o preço por esta cruel e perversa violação do acordo“, disse Netanyahu numa declaração em vídeo.
“A memória sagrada de Oded Lifshitz e de Ariel e Kfir Bibas ficará para sempre consagrada no coração da nação. Que Deus vingue o seu sangue. E nós vingaremos”, acrescentou.
מדינת ישראל מרכינה ראש על שני ילדים קטנים, תינוקות רכים, אחים – אריאל וכפיר ביבס זכרונם לברכה, ועל עודד ליפשיץ זכרונו לברכה, ממייסדי קיבוץ ניר עוז.
שלושתם נרצחו באכזריות איומה בשבי החמאס בשבועות הראשונים של המלחמה.
האכזריות של מפלצות החמאס אינה יודעת שום גבול.
לא רק שהם חטפו… pic.twitter.com/MSglg9zNcO
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) February 21, 2025
O ato de entrega dos restos mortais, na quinta-feira, foi criticado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que considerou “abjeto e cruel” o regresso encenado.
De recordar que, esta quinta-feira, os quatro caixões – de cor preta – foram entregues à Cruz Vermelha após um representante ter assinado os documentos junto do Hamas. Estes tinham sido anteriormente colocados num palco, junto a uma imagem do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, com dentes de vampiro.
Cada um dos caixões exibia uma fotografia do refém. Numa faixa, lia-se a mensagem: “O criminoso de guerra [Benjamin] Netanyahu e o seu exército nazi mataram-nos com mísseis de aviões sionistas”.
© AFP via Getty Images
Para sábado, está prevista a libertação dos últimos seis reféns israelitas vivos contemplados na primeira fase da trégua em Gaza.
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