Líder escreve-se em linhas turcas e Deniz ‘Gol’ é arma secreta do dragão

Moreira de Cónegos voltou a ser palco de um grande jogo de futebol esta temporada, desta vez ao receber o duelo entre o Moreirense e o FC Porto, esta segunda-feira, a contar para a nona jornada da I Liga, com um resultado favorável (mas sofrido) aos dragões, com uma vitória por 2-1 já em cima do minuto 90.

 

A partida foi munida de uma intensidade muito alta em quase todo o jogo, com níveis de concentração a também terem de estar na mesma medida, não fosse uma partida em que a equipa da casa só sabia vencer no seu reduto e a turma forasteira 100% vitoriosa nos terrenos adversários esta época.

Com um herói improvável, mas cada vez mais comum, o FC Porto continua na liderança isolada, enquanto que o Moreirense desce à sexta posição, sendo ultrapassado pelo Famalicão, que venceu o Vitória SC nesta ronda.

Mas vamos às notas da partida:

Figura

Apesar dos poucos minutos em campo, Deniz Gul volta a ser decisivo a partir do banco para o FC Porto. O avançado, que partiu como terceira opção no ataque com a chegada de Luuk De Jong, está a aproveitar da melhor forma a lesão do neerlandês para se afirmar como a ‘arma secreta’ de Francesco Farioli, com mais um golo da vitória num jogo do conjunto azul e branco.

Surpresa

Vasco Botelho da Costa voltou a apostar num guarda-redes diferente do habitual num jogo frente a um dos ‘grandes’ portugueses, depois de ter tido uma prestação de qualidade frente ao Sporting, em Alvalade. André Ferreira foi chamado à ação e não se ‘encolheu’ frente ao líder do campeonato, realizando um número considerável de defesas que impediram mais golos do FC Porto, tendo estado muito perto de conseguir defender a grande penalidade de Samu Aghehowa, adivinhando o lado para onde a bola foi, mas ficando a centímetros de ser herói.

Desilusão

Há um claro elo mais fraco neste momento na Invicta. Uma ‘peça do puzzle’ que era imprescindível para Farioli no início da época, começa agora a demonstrar vários jogos abaixo do nível do resto do onze inicial. Falamos de Borja Sainz, que voltou a estar completamente ao lado do jogo dos dragões, complicando ainda mais o seu contributo depois de ser admoestado com um cartão amarelo ainda na primeira parte, que fez com que a decisão de o tirar ao intervalo tenha ficado mais facilitada para o treinador do FC Porto.

Treinadores

Vasco Botelho da Costa

Na flash interview, afirmou que o Moreirense conseguiu controlar o FC Porto, mas nem sempre foi assim. Conseguiu conter o poderio ofensivo dos dragões. Isso sim. Agora, há que louvar a leitura feita para o encontro, já que os contra-ataques feitos foram sempre perigosos, deixando a decisão final do encontro para os derradeiros momentos e há mérito do conjunto de Moreira de Cónegos.

Francesco Farioli

O FC Porto voltou a ter a ‘chama’ que o dragão tem vindo a demonstrar ao longo da temporada, com uma pausa na visita a Nottingham. A abordagem ao jogo foi feita na perfeição, conseguindo abafar o Moreirense no seu meio-campo, concedendo apenas alguns contra-ataques que podiam ter sido ‘fatais’. No entanto, as subsituições do técnico italiano foram exímias, ao retirar um Borja Sainz ao intervalo quando este estava em claro sub-rendimento, e mais uma vez a lançar o seu talismã desde o banco para salvar os três pontos e voltar a consolidar a liderança no campeonato português.

Arbitragem

A prestação de João Gonçalves enquanto árbitro principal deste encontro foi abaixo da média para aquilo que se pede a um juiz da I Liga. Nos momentos cruciais do encontro, não tomava nenhuma decisão por si mesmo, ficando sempre à espera (com tempo em demasia) pelas indicações do VAR sobre os lances, que apesar de bem analisados, pecaram por estar a retirar tempo útil de jogo a duas equipas que claramente queriam disputar o jogo pelo jogo e não estar com perdas de tempo (e intensidade) ao longo da partida.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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