Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, o alerta foi dado cerca das 05:00 após a queda de várias árvores sobre estruturas habitadas no interior do parque, o que obrigou à retirada preventiva de residentes, entre os quais idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.
A mesma fonte referiu ainda que as pessoas foram encaminhadas para a receção do parque, onde permaneceram em segurança, e o caso foi comunicado ao Serviço de Proteção Civil da Câmara Municipal de Palmela, no distrito de Setúbal.
Uma moradora do parque, que pediu para não ser identificada, afirmou à Lusa que, após a tempestade Martinho, em março de 2025, o proprietário do parque terá sido notificado para abater e podar árvores consideradas perigosas, mas não o fez.
Por isso, acrescentou, mantém-se a situação de risco para os utentes.
“A queda de árvores voltou a acontecer esta noite, com pessoas dentro das casas. É um atentado à vida humana”, afirmou a moradora, defendendo uma intervenção urgente das autoridades.
A agência Lusa contactou o Parque de Campismo do Pinhal Novo, mas nenhum responsável estava disponível para prestar declarações.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
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