ONU pede investigações rápidas a confrontos no sul da Síria

“Este derramamento de sangue e esta violência têm de cessar, e a proteção de todas as pessoas tem de ser a principal prioridade”, afirmou Türk, em comunicado.

 

“Devem ser conduzidas investigações independentes, rápidas e transparentes sobre todas as violações, e os responsáveis devem ser responsabilizados”, defendeu o alto-comissário, apelando às autoridades sírias para que o garantam.

“A incitação à violência e ao discurso de ódio, tanto ‘online’ como ”offline, também tem de acabar”, acrescentou.

Considerando “essencial que sejam tomadas medidas imediatas para evitar que a violência se repita”, Volker Türk sublinhou que “a vingança e a desforra não são a solução”.

Os confrontos entre a comunidade drusa e as tribos beduínas sunitas em Sweida começaram no domingo, embora as relações já fossem tensas há décadas.

As forças governamentais da Síria enviaram reforços para repor a segurança na região e assumiram o controlo de várias cidades, mas acabaram por se retirar depois de ser anunciado um cessar-fogo.

No entanto, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), testemunhas e grupos drusos acusaram as forças sírias de lutarem ao lado das tribos e de cometerem abusos.

Israel ameaçou na quarta-feira intensificar os seus ataques se as forças sírias não abandonassem esta província do sul do país, onde os combates fizeram quase 600 mortos, segundo o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“Quase 2.000 famílias foram deslocadas” devido à violência em toda a província, que eclodiu no domingo entre tribos beduínas sunitas e combatentes drusos, adiantou a mesma fonte.

“O envio de forças de segurança estatais deve proporcionar segurança e proteção, e não aumentar o medo e a violência”, observou Volker Türk que também se manifestou preocupado com relatos de vítimas civis após os ataques aéreos israelitas em Sweida, Daraa e no centro de Damasco.

“Ataques como o de quarta-feira em Damasco representam sérios riscos para os civis e para os bens civis. Estes ataques têm de parar”, disse o alto-comissário.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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