“Mikola está em casa! Ele teve um AVC. Está a recuperar. Por enquanto, tem dificuldades para falar. Fora isso, está tudo bem. Tudo vai correr bem”, escreveu Marina Adamovitch.
Com 69 anos, Statkevich foi detido em maio de 2020, numa altura em que milhares de bielorrussos protestavam contra a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, escrutínio que denunciaram como fraudulento.
Condenado a 14 anos de prisão, Statkevich fazia parte de um grupo de 52 presos políticos libertados em 11 de setembro de 2025, na sequência de negociações com Washington.
No entanto, como se recusou a deixar o país, voltou à prisão para “cumprir a pena”, disse a mulher.
Crítico de longa data de Lukashenko, chegou a concorrer contra o governante nas eleições presidenciais de 2010 e foi preso várias vezes, passando um total de mais de dez anos na prisão.
Aliado próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, Lukashenko está no poder há mais de três décadas, período durante o qual milhares de críticos foram detidos.
De acordo com a organização não-governamental (ONG) bielorrussa de defesa dos direitos humanos Viasna, a Bielorrússia ainda conta com mais de mil presos políticos.
Em dezembro do ano passado, a Bielorrússia libertou 123 presos políticos, incluindo o Nobel da Paz de 2022, Ales Bialiatski.
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