O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas considerou hoje que os Estados Unidos da América (EUA) são o “grande farol” da liberdade, da democracia e da autodeterminação dos povos” e a presença açoriana naquele país é “fantástica”.
“Os Estados Unidos são claramente o grande farol da liberdade e da democracia e da autodeterminação dos povos. Estas são as grandes bandeiras dos Estados Unidos que nós, democratas, que nós, amantes da liberdade, devemos enaltecer sempre, mesmo que às vezes, e acontece, […] há um outro inquilino [dirigente] de momento que não nos agrada tanto”, afirmou Emídio Sousa em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.
No discurso proferido na sessão comemorativa dos 250 anos da independência dos EUA, organizada pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do Governo dos Açores, o governante salientou que os portugueses não podem “deixar de esquecer” a relação histórica que existe entre Portugal e os EUA.
“Nós [o país] somos sempre aliados das grandes potências marítimas atlânticas. Primeiro a Inglaterra e quando o império inglês se desmoronou, dos Estados Unidos”, disse.
E prosseguiu: “E porque é que nós somos aliados, velhos aliados dos Estados Unidos? Por razões estratégicas, essencialmente, porque […] há sempre o interesse comum, mas isto também proporcionou e nós participámos ativamente no desenvolvimento dos Estados Unidos”.
“Quando falamos da presença empresarial, quando percebemos que a nossa presença num país livre, num país de oportunidades, fez com que muitos de nós pudessem realmente desenvolver empresas, desenvolver negócios, construir relações, isso é absolutamente fantástico”, declarou Emídio Sousa.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas também apontou que a presença açoriana nos EUA “é fantástica”.
Como exemplo, referiu que numa visita à Califórnia viu “gente dos Açores a terem leitarias, produção de leite, com 10 mil vacas, 20 mil vacas, 30 mil vacas”.
Emídio Sousa reconheceu que há uma relação “estreita” e “importante” entre os dois países e elogiou o Governo dos Açores pela comemoração dos 250 anos da independência dos EUA.
Falou depois do “conceito de Portugal Nação Global”, apontando que pelo conceito geográfico o país é pequeno, mas existem comunidades portuguesas em 178 países, sendo que só nos EUA estão 1,5 milhões de portugueses.
Na sua opinião, se for aproveitada a mais-valia da diáspora portuguesa em 178 países, Portugal será “uma das maiores nações do mundo”.
“Há aqui toda uma aproximação, toda uma relação que se pode transformar numa grande vantagem económica”, afirmou, referindo que é isso que é feito no evento de negócios “Portugal Nação Global”, que coloca empresários da diáspora em contacto com empresários portugueses. O evento decorreu este ano em Lisboa e em 2027 decorrerá no Porto.
Na passagem pela ilha de São Miguel, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas também participou na sessão de encerramento e de entrega de certificados aos participantes no Curso Mundial de Formação de Dirigentes Associativos das Comunidades Portuguesas.
O evento, que teve como objetivos reforçar competências de gestão associativa, promover redes de cooperação, valorizar o papel das associações no estrangeiro e estreitar laços com Portugal, reuniu duas dezenas de dirigentes de associações portuguesas de vários países da diáspora, incluindo África do Sul, Argentina, Brasil, Canadá, EUA, França, Países Baixos e Venezuela.

Prosperidade dos EUA tem “sangue açoriano e português”, afirma Bolieiro
O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que a prosperidade dos Estados Unidos da América tem “sangue açoriano e português”, destacando a relação histórica entre os Açores e o país norte-americano.
Lusa | 19:46 – 17/10/2026