O passado domingo ficou marcado não só pelas eleições legislativas, como também pelo anúncio feito pelo secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, que na sequência dos maus resultados do partido, após a ida às urnas, decidiu abandonar o cargo.
No sábado, o PS vai reunir-se para analisar o que saiu do sufrágio, e Pedro Nuno Santos disse que iria convocar eleições internas – revelando que não se recandidatava. “Assumo as minhas responsabilidades como líder do partido […]. Não serei candidato”, disse no discurso de domingo.
Durante esta semana, para além dos encontros que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem vindo a ter com os partidos em Belém, outro dos assuntos no ar é também quem poderá suceder a Pedro Nuno.
No entanto, depois dos nomes mais apontados, há também as hipóteses já ‘excluídas’.
Pedro Nuno ‘não está sozinho’. Quem não vai avançar?
O primeiro a garantir que não ia avançar para uma candidatura foi o antigo ministro Duarte Cordeiro, que, no dia seguinte, às eleições esclareceu: “Não serei candidato mas quero contribuir para uma solução de unidade e não de fação”.
O antigo responsável pela tutela do Ambiente e da Ação Climática de Portugal – durante a governação de António Costa -, alertou, no entanto, que era preciso “tempo” para “escolher entre os melhores e não eleger os mais rápidos”.
Duarte Cordeiro não é candidato a líder do PS mas quer solução de unidade
O ex-ministro Duarte Cordeiro adiantou hoje à Lusa que não será candidato à liderança socialista, mas quer contribuir “para uma solução de unidade e não de fação”, pedindo tempo para escolher os melhores e não os mais rápidos.
Lusa | 21:34 – 19/05/2025
A até agora líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, foi também uma das caras que excluiu avançar, mostrando-se focada nas eleições autárquicas. “Neste momento a única coisa que posso adiantar é que eu própria não me candidatarei ao lugar de secretária-geral porque tenho o foco na cidade de Lisboa e nas eleições autárquicas”, adiantou a socialista.

Alexandra Leitão não será candidata a líder do PS: “Foco agora é na CML”
A líder parlamentar socialista, Alexandra Leitão, disse hoje à Lusa que decidiu não se candidatar à liderança do PS porque está focada na corrida autárquica à Câmara de Lisboa, assumindo que os resultados eleitorais foram difíceis e merecem reflexão.
Lusa | 17:12 – 20/05/2025
Também o dirigente do PS Álvaro Beleza, questionado sobre o assunto, referiu que estava disponível para ajudar o partido naquilo que “fosse preciso”, e que a questão para um novo secretário-geral seria resolvida pelo partido “tranquilamente”. Mas apontou: “Ainda hoje dizia a um amigo meu que percebi – e penso que muitos perceberam – que ainda sou jovem para ser Papa, mas talvez um bocadinho velho para ser secretário-geral.”

Álvaro Beleza diz ser “jovem para Papa, mas velho para secretário-geral”
O socialista ressalvou que, na sua ótica, “a questão fundamental não é o secretário-geral”, lacuna que deverá ser resolvida “tranquilamente no partido”.
Notícias ao Minuto | 08:07 – 22/05/2025
Já esta quinta-feira, a antiga Ministra da Saúde Marta Temido também ‘saltou’ fora desta corrida e, em declarações à Antena 1, explicou que candidatar-se à liderança do PS “não faz parte dos planos.” “Quando vim para o Parlamento Europeu, fui muito clara relativamente a isso”, sublinhou, apontando que havia pessoa no partido que estavam preparadas para função.
E quem deixa a resposta em aberto?
Há outros nomes que têm vindo a ser falados para possível sucessores de Pedro Nuno Santos, mas que não são perentórios nas respostas, como é o caso de Mário Centeno, que já se ‘pronunciou’, recusando dizer se avançará com uma candidatura ou não.
“Não costumo ser deselegante nem deixar de responder a perguntas, mas vai obviamente perdoar que eu passe ao próximo”, afirmou aos jornalistas, após a apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira na quarta-feira.
Mariana Vieira da Silva, antiga Ministra da Presidência de Costa, também não excluiu candidatar-se, mas, tal como outros socialistas, defendeu que o partido precisava de tempo e que a pressa “não era útil.”
Um dos nomes em cima da mesa é também Fernando Medina, que, em declarações à Rádio Renascença, também deixou a questão ‘no ar’, sublinhando que é preciso haver “respeito” pelo líder do PS ainda em funções. Defendeu que ainda é preciso “digerir” algumas informações. “Não me iriei pronunciar nos próximos dias […]. Há muita coisa para digerir, muita coisa para refletir”, respondeu.
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