Presidente da Coreia do Sul acusado de “ser líder de insurreição”

O presidente deposto da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi acusado de “ser um líder de insurreição” pelo Ministério Público do país, na sequência da imposição da lei marcial, no passado dia 3 de dezembro. 

 

“O Ministério Público decidiu acusar Yoon Suk Yeol, que enfrenta acusações de ser um líder de insurreição”, anunciou este domingo o porta-voz do Partido Democrático, Han Min-soo, em conferência de imprensa, citado pela Al Jazeera. 

Na semana passada, o Gabinete de Investigação da Corrupção de Altos Funcionários (CIO da Coreia do Sul recomendou ao Ministério Público que Suk Yeol fosse acusado de rebelião e abuso de poder, após considerar que o presidente deposto  conspirou com o então ministro da Defesa Nacional, Kim Yong-hyun, e outros oficiais militares para iniciar um motim.

Se Yoon, detido desde 15 de janeiro, for considerado culpado de liderar uma insurreição, crime para o qual um presidente não tem imunidade no país, pode ser condenado a prisão perpétua ou a pena de morte.

O Tribunal Constitucional está a realizar simultaneamente um julgamento para determinar se ratifica ou não a destituição aprovada pelos parlamentares em 14 de dezembro.

Se o mais alto tribunal da Coreia do Sul confirmar o ‘impeachment’, têm de ser convocadas eleições presidenciais antecipadas no prazo de 60 dias após a decisão da Justiça.

Recorde-se que Yoon Suk-yeol surpreendeu o país em 3 de dezembro ao declarar lei marcial, uma medida que fez lembrar os dias negros da ditadura militar sul-coreana e que justificou com a intenção de proteger o país das “forças comunistas norte-coreanas” e de “eliminar elementos hostis ao Estado”.

Pressionado pelos deputados e por milhares de manifestantes, Yoon foi obrigado a revogar a decisão horas depois.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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