Putin denuncia embargo petrolífero dos Estados Unidos a Cuba

“Estamos a atravessar um período difícil, com novas sanções. Não aceitamos nada disso”, afirmou Putin, sublinhando que Moscovo “esteve sempre ao lado de Cuba na sua luta pela independência”.

 

O chefe de Estado russo reiterou o apoio político da Rússia à ilha caribenha, reconhecida como um aliado histórico de Moscovo desde a Guerra Fria, numa altura em que Havana enfrenta um agravamento das restrições económicas impostas por Washington.

O encontro decorreu na sede da presidência russa (Kremlin) e insere-se no reforço das relações bilaterais entre a Rússia e Cuba, que têm intensificado contactos diplomáticos e cooperação económica nos últimos anos, num contexto de tensão crescente entre Moscovo e o Ocidente.

Na semana passada, a Rússia assegurou que vai dar ajuda material a Cuba na sequência do embargo energético imposto pelos Estados Unidos.

Na altura, Moscovo descreveu as medidas norte-americanas como uma “pressão demasiado forte” sobre a ilha.

“Estamos, sem dúvida, solidários com Cuba. Vamos ajudá-los, inclusive materialmente. Isso já está a acontecer”, disse, na sexta-feira passada, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Ryabkov, em declarações à agência de notícias russa TASS.

A ilha das Caraíbas está a sofrer as consequências da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela, ordenada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas norte-americanas no início de janeiro. 

Além disso, Trump assinou, no início do ano, uma ordem executiva para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba, enquadrando a situação em Havana como uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional e política externa dos Estados Unidos.

Em resposta à pressão de Washington, o Governo cubano anunciou medidas de emergência, incluindo uma semana de trabalho de quatro dias para as empresas estatais e restrições à venda de combustível.

As autoridades cubanas já alertaram as companhias aéreas internacionais que operam na ilha que o país ia ficar sem combustível de aviação devido ao embargo petrolífero dos EUA.

O país enfrenta ainda interrupções no fornecimento de água potável, assistência médica, alimentos e outros bens essenciais nas zonas que foram mais atingidas pelo furacão Melissa, em outubro passado.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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