Reconhecer Palestina? “Portugal está aberto”, diz Rangel, mas deixa aviso

O ministro dos Negócios Estrangeiros considera que o anúncio do presidente francês, sobre o reconhecimento do estado da Palestina em setembro “não é uma novidade”.

 

Em declarações aos jornalistas esta sexta-feira, Paulo Rangel diz que “já é a terceira vez nos últimos meses que o presidente Macron diz que vai reconhecer”. 

“Inicialmente era para ser a 19 de junho, mas depois meteram-se os ataques do Irão e isso não teve lugar. Portanto, não é uma novidade sobe esse ponto de vista”, acrescenta.

Rangel defendeu ainda que “Portugal sempre esteve aberto e estará a esse reconhecimento” do estado da Palestina. Mas realça que “Portugal é um estado soberano e que, portanto, a sua política não é definida por outros estados”.

França vai reconhecer o estado da Palestina em setembro

Foi na rede social X, que Emmanuel Macron afirmou que “fiel ao seu compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Médio Oriente, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina. Farei o anúncio formal na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro próximo”.

Macron reitera que é preciso “um cessar-fogo imediato”, a “libertação de todos os reféns” e “uma ajuda humanitária maciça ao povo de Gaza.” Para isso defende também uma desmilitarização do Hamas.

“Os franceses querem a paz no Médio Oriente. Cabe-nos a nós, os franceses, juntamente com os israelitas, os palestinianos e os nossos parceiros europeus e internacionais, demonstrar que isso é possível”, adianta.

O presidente francês diz já ter falado com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, sobre a sua “determinação em avançar”.

Israel acusa França de “instigar o terrorismo”

O vice-primeiro-ministro de Israel diz que a decisão do presidente francês é “uma mancha negra na história francesa e uma instigação direta ao terrorismo“, acrescentando que se trata de uma “decisão vergonhosa.

Yarin Levin acrescentou ainda que é “tempo de aplicar a soberania israelita” na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967.

Hamas aplaude decisão francesa

Em comunicado, o grupo palestiniano considerou que é “um passo positivo na direção certa para fazer justiça ao nosso povo palestiniano oprimido e apoiar o seu legítimo direito à autodeterminação”.

O Hamas apelou ainda que “todos os países do mundo, especialmente as nações europeias e aquelas que ainda não reconheceram o estado da Palestina – a seguirem o exemplo de França”.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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