“Reforço dos meios de emergência médica vai existir e é inevitável”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou, esta terça-feira, que “o reforço dos meios de emergência médica vai existir e é inevitável” e que o envolvimento da Força Aérea no transporte de emergência foi uma “solução temporária” para “preencher necessidades que surgiram”, admitindo que é necessária uma adaptação das unidades hospitalares a determinadas aeronaves. 

 

“Vai haver, no futuro, naturalmente, mais meios do sistema de emergência medica”, começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas depois de uma reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

O Presidente da República ressalvou que a Força Aérea “está a desempenhar uma missão num período limitado de tempo” e considerou que “varias unidades não estão preparadas não para determinado tipo de helicópteros” mas “para muitos helicópteros”. 

Falando de prioridades, o chefe de Estado apontou que “o reforço dos meios de emergência médica vai existir e é inevitável” e, “simultaneamente, há uma solução, que e temporária de colaboração e empenho da Força Aérea para preencher necessidades que surgiram”. Por outro lado, as unidades hospitalares “sempre lá estiveram, mas para outro tempo e não ajustáveis àquilo que hoje se exige”. Assim, entende que é preciso “olhar para aquilo que vai ser uma a utilização mais intensa, mais frequente e sistemática que ate agora não acontecia”.

Helicópteros da Força Aérea Portuguesa têm sido empenhados em missões de transporte de emergência médica. Esta foi a solução transitória anunciada pelo Governo até que a empresa Gulf Med assegure os quatro helicópteros para o transporte de doentes previsto no contrato assinado com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e que deveria ter entrado em vigor em 01 de julho.

Entre os helicópteros que a FAP tem empenhado no transporte de doentes constam os Merlin EH-101, com uma dimensão superior aos habitualmente utilizados pelo INEM: têm quase 20 metros de cumprimento e 18 de envergadura, com capacidade para transportar 30 passageiros ou 16 macas.

O Ministério da Defesa afirmou ontem que um desses helicópteros que saiu da base do Montijo levou 02h15 para transportar um doente de 49 anos, com traumatismo craniano, entre Castelo Branco e Coimbra, considerando “falsas” as informações de que o seu transporte tivesse levado mais de cinco horas.

Além das quatro aeronaves da Força Aérea, a Gulf Med assegura, através de um ajuste direto até o contrato entrar em vigor, dois helicópteros Airbus, estacionados nas bases de Macedo de Cavaleiros e de Loulé, mas que apenas operam durante o dia.

O contrato entre o INEM e a Gulf Med, com sede em Malta e que tem uma sucursal em Portugal, foi adjudicado em março, prevendo quatro helicópteros médios para operar entre as 00h00 de 01 de julho e as 23h59 de 30 de junho de 2030.

Com um valor de cerca de 77,5 milhões de euros, o contrato prevê que as aeronaves e as respetivas tripulações estejam em situação de disponibilidade permanente e imediata (estado de alerta) para voos durante 24 horas por dias, sete dias por semana, o que ainda não aconteceu.

[Notícia em atualização]

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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