Segundo o Ministério da Defesa, a decisão reflete a política de Londres de “priorizar a NATO” e reforça a estabilidade “numa região chave para a segurança europeia”.
A posição de Londres foi divulgada pouco antes do início, hoje à tarde, da cimeira europeia sobre os Balcãs Ocidentais, na capital britânica.
O contingente britânico, composto por centenas de soldados na reserva, poderá destacar-se na república kosovar “a curto prazo, caso seja necessário reforçar a missão”, uma força multinacional de mais de 30 países criada em 1999 após a guerra com a ex-Jugoslávia.
O último grande destacamento britânico ocorreu em 2023, após um violento ataque contra a polícia no norte do Kosovo, país cuja independência o Reino Unido foi o primeiro a reconhecer, em 2008.
O Ministério da Defesa anunciou ainda que no início de 2026 vai lançar um programa de formação para os países dos Balcãs Ocidentais — Albânia, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte e Sérvia — centrado na proteção de civis e na promoção do papel das mulheres no domínio da defesa.
“O compromisso do Reino Unido com a paz e a segurança nos Balcãs Ocidentais é inabalável”, disse Starmer, antes de abrir a reunião internacional.
“Ao alargar o nosso apoio à força da NATO no Kosovo, demonstramos o nosso papel como um importante aliado da Aliança e a nossa defesa da estabilidade e da democracia”, disse o líder trabalhista.
A cimeira, que começou hoje ao início da tarde no palácio Lancaster House, reúne os líderes dos seis países dos Balcãs Ocidentais – Albânia, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte e Sérvia – juntamente com representantes da União Europeia (UE) e de vários Estados-membros do bloco europeu, com o objetivo de promover a cooperação regional, segurança e integração europeia.
Todos estes países, à exceção do Kosovo, são candidatos à adesão à UE.
A antiga república sérvia, que declarou independência de forma unilateral em 2008, não é reconhecida como Estado por cinco países da UE — Espanha, Grécia, Chipre, Roménia e Eslováquia.
Belgrado também não reconheceu a independência declarada por Pristina e as relações entre os dois países mantêm-se tensas até hoje, apesar de vários apelos internacionais.
O Kosovo solicitou a adesão à UE em dezembro de 2022, mas ainda não tem o estatuto de candidato oficial — a adesão está condicionada à normalização das relações entre o Kosovo e a Sérvia, que a UE considera uma condição indispensável.
A reunião de hoje em Londres faz parte do Processo de Berlim, uma iniciativa lançada em 2014 para promover a estabilidade e o desenvolvimento económico na região, e segue-se a várias reuniões ministeriais realizadas este mês no Reino Unido sobre segurança, migração e economia.
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