A defesa Carole Costa destacou hoje a “carreira bonita” que tem sido protagonizada pela seleção nacional feminina nos últimos anos, mas lembrou que a “exigência aumenta” a cada fase final disputada.
“Sabemos que é uma enorme responsabilidade e que a exigência aumenta a cada Euro, já foi assim no segundo, será assim no terceiro, é normal e ainda bem que assim é. As seleções estão cada vez melhores, as jogadoras cada vez melhores individual e coletivamente e obviamente que me sinto muito orgulhosa. A verdade é que tanto eu como as minhas colegas temos feito uma carreira bonita e é nestes palcos que todos querem estar”, assumiu, em entrevista à Agência Lusa.
“Acho que para nós representar Portugal ao mais alto nível, ainda mais no Europeu, só tem de ser um motivo de orgulho, temos de dar tudo pelo nosso país e é isso que vamos tentar fazer”, prometeu a experiente defensora, de 35 anos.
Carole mostra-se ciente das dificuldades que esperam a equipa portuguesa, mas apesar das derrotas sofridas olha para os recentes encontros com duas das adversárias na fase de grupos – dois jogos contra Espanha em abril e um contra a seleção belga, já no presente mês – como um fator positivo.
“Acho que esse é um ponto a nosso favor. Recentemente jogámos com elas, sabemos o que fizemos bem, mas também já analisámos o que não fizemos tão bem e tentámos corrigi-lo ao máximo. É o que estamos a tentar fazer neste estágio, ver aquilo que não fizemos tão bem e corrigir para fazer melhor no Europeu”, considera.
Caso integre a lista final de 23 convocadas, Carole Costa poderá disputar o terceiro Europeu, tantos quanto tem Portugal, e não esconde a sua satisfação por esse facto. “Se me contassem isso há uns anos, se calhar não acreditava. A verdade é que para nós, ou para mim neste caso, é um sentimento de enorme orgulho. É o culminar de muitas gerações, se calhar muitas queriam estar a viver o que estou a viver. E a verdade é que eu tenho o prazer de, neste caso, ir ao terceiro”, constatou, feliz.

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Luis Júnior | 07:53 – 23/06/2025
Confrontada sobre se este poderá ser o seu último Europeu enquanto futebolista — terá 39 anos quando se realizar o próximo, em 2029 — Carole garante não pensar na retirada e que tudo irá fazer para continuar a representar Portugal, inclusive num inédito quarto Europeu.
“Não consigo dizer o que vai acontecer daqui a um ano ou dois. Quero fazer a minha carreira desportiva como sempre tenho feito, agora se [a retirada] vai ser daqui a um mês, um ano, dois, três, quatro, cinco … ninguém sabe. Acho que é continuar a ter a consistência, horários e a sentir-me como me tenho sentido até agora”, finalizou, convicta de que terá a capacidade para continuar a jogar ao mais alto nível.
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