Segundo os dados atualizados hoje pelo INGD, a que a Lusa teve acesso, com dados até às 15:47 (13:47 de Lisboa), as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram 700.006 pessoas, equivalente a 165.533 famílias, ainda com 22 mortos – mais sete face a quarta-feira -, havendo ainda 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.
Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 45 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 146 mortos, além de 148 feridos e de 820.984 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.
Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.
De acordo com os dados de hoje, estão atualmente ativos 94 centros de acomodação, com 94.208 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas desde 09 de janeiro 229 unidades sanitárias e 355 escolas, quatro pontes e 1.424 quilómetros de estrada.
O registo do INGD aponta ainda para 440.246 hectares de área agrícola afetados, dos quais 261.185 dados como perdidos, atingindo a atividade de 312.790 agricultores, além da morte de 430.972 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
Prosseguem ações e tentativas de socorro de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.
Estão envolvidos nas operações de resgate mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.
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