“Os líderes europeus decidiram hoje, em Londres, que querem continuar a guerra em vez de optarem pela paz”, afirmou o chefe de governo húngaro na rede social X.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer foi o anfitrião de uma cimeira informal de líderes europeus, em que participou também o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau, com o objetivo de garantir a segurança da Ucrânia no caso de um acordo com a Rússia.
“Decidiram que a Ucrânia deve continuar a guerra. Isto é mau, perigoso e errado”, acrescentou Orbán na mensagem sobre a cimeira.
European leaders decided in London today that they want to go on with the war instead of opting for peace. They decided that Ukraine must continue the war.
This is bad, dangerous and mistaken. Hungary remains on the side of peace. Ceterum censeo.
— Orbán Viktor (@PM_ViktorOrban) March 2, 2025
Após o confronto verbal entre Zelensky e Trump na Casa Branca, na sexta-feira, Orbán foi um dos poucos líderes da UE a defender o líder norte-americano.
“A Hungria permanece do lado da paz”, sublinhou ainda o primeiro-ministro húngaro, considerado o principal aliado na União Europeia do presidente russo Vladimir Putin, e também do presidente norte-americano Donald Trump.
A França e o Reino Unido propõem uma trégua de um mês na Ucrânia “no ar, nos mares e nas infraestruturas energéticas”, divulgou no domingo o Presidente francês, Emmanuel Macron, ao jornal Le Figaro.
“Os homens fortes fazem a paz, os homens fracos fazem a guerra. O Presidente Donald Trump defendeu corajosamente a paz. Mesmo que isso tenha sido difícil de engolir para muitos. Obrigado, senhor presidente”, escreveu Orbán no X.
Antes da cimeira sobre a Ucrânia e a segurança europeia, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tinha anunciado que Paris e Londres estavam a trabalhar num “plano” para pôr fim ao conflito entre russos e ucranianos, que já completou três anos.
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